Samba di Mulher

Na roda samba uma mulher negra. Ah komo tem malemolência! Seus vestido é pra demonstrar respeito a ancestralidade. Kantando, dançando, batendo palmas, a mulher negra está de vestido branko. É uma mulher negra komo todas, mas seu olhar tem um brilho inkomum, no peito koleciona amores e na kabeça guarda segredos. Se konecta as antepassados nos passos da dança em sintonia kom u tambor. A eskravidão fikou no passado, agora vemos racismo institucional, violência doméstika e subemprego. Porém faz do seu tempo de deskanço um tempo pra kuidar das raízes. U kantador reverencia tua beleza… eu tenho vontade de sambar kom ela, só ke no samba chula mulher kom mulher não pode kebra a tradição, então eu tenho ke fikar na minha. Ela tá de branko porke hoje é sexta-feira dia de Oxalá. E eu tô de preto porke preta é minha bandeira. E ela roda a roda seu olhar por um segundo acendeu meu korpo todo. E ai eu pego u pandeiro me ligo no seu remelexo e e ela se kurva pra u atabake. Ela no centro é uma deusa, uma rainha, dama ke karrega patuá a mandinga num vai te pegar. Faceira me lança um olhar ke enfeitiça, respondo u koro: “flor di laranja pro meu benzinho cheirar”, me fascina me hipnotiza de baixo da tua saia tem um imã

por FORMIGA